


Toda pertinácia seria o esforço por dar o volume máximo
À única chance de grito de alerta.
Gosto de poemas sem títulos:
Começam de repente, sem se apresentar, sem pedir licença,
Como o grito de alguém na rua que acorda todo mundo dentro da casa
Ou os passos furtivos de alguém que chegou tarde ou não devia estar ali
E fez latir os cães de ponta a ponta por trás das grades fechadas.
E o mesmo para discos, danças, peças de teatro.
Tudo deveria ser único como os quadros e as esculturas que não tivera cópia,
Mas, naturalmente, nada deveria trazer a sua assinatura.
Apenas
Por ser único.
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